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Historia
A história de Figueiró, encontra-se
profundamente associada à história de Linhares.
Por altura de 1200, o lugar de Figueiró, não
seria mais que uma pequena quinta com meia dúzia de habitantes e
teria sido logo
integrado no constituído concelho de Linhares. (
)
Com a reforma judicial e administrativa de 24 de
Outubro de 1855, passou a fazer parte do concelho de Gouveia,
tal como o Freixo, Vila Cortês, Vila Franca e Vila Ruiva.
De tais andanças ficaram os prejuízos
consequentes da dispersão dos arquivos vários e perda de
importantes documentos que nos poderiam revelar e dar a conhecer
melhor o seu passado. Assim, as publicações da especialidade,
não tem muitas noticias sobre a aldeia, especialmente as de
importância histórica.
Logo nos primórdios da sua existência, Figueiró
tornou-se um Curato da Ordem de Malta, pertencente ao baliado de
Leça, hoje Leça do Balio. (
) Ao Curato de Figueiró pertencia
Freixo da Serra, Misarela, Prados, e Videmonte e Monsanto (
)
Porque a freguesia era da referida Ordem, numerosos eram os
foros e dízimos que ali se lhe pagavam, tal como nas outras
terras do curato.
O seu crescimento durante o século XVI foi muito lento, o que
aconteceu com a generalidade das terras do reino.
Em 1527 contava com 67 habitantes, no século
XVIII seriam cerca de 440 habitantes, sendo uma das mais
numerosas freguesias
do concelho de Linhares. Em 1757, a nossa aldeia já se chamava
Figueiró da Serra.
No século XIX e de acordo com elementos
disponíveis, Figueiró apresentava a seguinte população:
-
1862 - 157 Casas e 682
habitantes
-
1864 - 711 Habitantes
-
1890 - 199 Casas e 867
habitantes
No dia 4 de Agosto
de 1881, o Papa Leão XIII, atribui uma Bula Papal a Figueiró,
encontrando-se este documento em exposição no Museu de Arte
Sacra. Esta Bula, seria talvez, o prémio pelo fervor cristão que
as suas gentes sempre manifestaram através dos tempos.Com ela o
Pontífice concedia aos
"...cristãos
confessados e com comunhão que nos dias 15 e 16 de Setembro
visitarem a Igreja paroquial e ai rezarem pela concórdia entre
os príncipes cristãos, extirpação das heresias, conversão dos
pecadores e pela exaltação da Santa Madre Igreja, indulgencia
plenária aplicável aos defuntos...",
sendo a bula valida por dez anos.
No
princípio do século XX, Figueiró era uma aldeia florescente, em
que as necessidades básicas se encontravam satisfatoriamente
avançadas para a época.
Tinha
uma rede de abastecimento de água, principal tesouro destas
terras, algumas bocas-de-incêndio, rede de esgotos e serviço de
electricidade, correios, fábricas de lacticínios e duas de
lanifícios e lagares de azeite. Existiam também vários poços
públicos para lavar roupa, e um conjunto de fornos para a
cozedura do pão.
De acordo com o censo de 15de Dezembro de 1950,
Figueiró tinha 947 habitantes, assim repartidos, 434 homens e
513mulheres. Dedicavam-se principalmente a
actividades agrícolas e apascentamento de gado. Muitos porem,
entregavam-se ao
trabalho árduo e penoso nas minas de Volfrâmio. Este seu
trabalho, muito contribui para o desenvolvimento económico da
região, mas que dizimou aos poucos aqueles que nas entranhas da
serra extraíam este vil minerio. Há pouco tempo, este trabalho
foi relembrado numa série de televisão, A febre do Ouro Negro,
mas que não lembrou aqueles que ali pereceram, principalmente
aqueles naturais de Figueiró
Recordamos alguns acontecimentos de vulto na historia crista de
Figueiró, cuja população e tradicionalmente católica.
-
16 de Maio de 1949,
a Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima visita
Figueiró, o povo recebeu-a em verdadeira
apoteose
-
13 de Outubro de
1950, realizou-se uma peregrinação a Fátima, presidida pelo
Pároco e com 150 peregrinos que se
deslocaram em 4 autocarros
-
15 de Agosto de
1950, visita Pastoral do Bispo da Diocese e a coroação da
bonita Imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Conheciam-se algumas Associações cristãs, entre
as quais, a Confraria do Santíssimo, a de Santa Eufémia, a
Conferência Masculina de S. Vicente de Paulo, a Associação do
Apostolado da Oração e Congregação de Nossa Senhora.
Hoje, Figueiró denota um aspecto agradável e
bonito aos olhos de quem a visita. Muitos dos seus, encontram-se
espalhados pelos quatro cantos do mundo, mas nunca esquecem a
sua aldeia e trabalham pelo seu progresso e desenvolvimento. |