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   Lendas

                                                                                          

        O termo "moura encantada" remonta ao tempo da conquista da Peninsula Ibérica aos mouros, mas é uma tradição muito mais antiga. A crença em princesas encantadas ou tesouros escondidos perde-se no tempo, por isso despertam natural fascinação.

        Não existe em Portugal uma aldeia que não tenha a sua moura encantada e são tantas as lendas que é difícil de escolher a mais bela. Figueiró, também tem a sua lenda.
      Acerca de 30 anos atrás, folheava uma revista, quando deparei com uma lenda originada em Figueiró da Serra e narrada pelo nosso conterrâneo José Maria Mendes.
      Os interessados em lendas, encontram através da Web muitas delas e relacionadas com a nossa região.

      Origem da Lenda "A Princesa Moira de Figueiró"

       A existência da Lenda da Princesa Moira de Figueiró, está associada aos Penedos Moiros, esse lugar paradisíaco  que se insere na inconfundível paisagem que envolve Figueiró. Deixo aqui, para satisfazer a curiosidade dos interessados, uma breve referência à mesma.
      É um facto que, desde tempos imemoriais aquele  lugar encantador  se encontra associado a princesas moiras, encantamentos e mistérios.
      Traduzindo as imagens que, na infância, nos passaram os nossos antepassados e começaram a fazer parte da imaginação de todos nós, escrevi, em 1958, muito jovem ainda, a história da “Princesa Moira de Figueiró”, que foi publicada na revista Horizonte e da qual o José se recorda. Dando seguimento ao desejo de muitos que ouviram falar dela, encontra-se  uma pequena equipa, em perfeita colaboração,  a editá-la.
     Salvo qualquer contratempo, a edição será apresentada em Setembro, por altura da festa de S. Eufémia e, como é óbvio, o produto da venda reverterá a favor das obras sociais de Figueiró.
     Os poucos que a conhecem estão convictos que vai agradar a todos os figueiroenses.  Espero que sim!

                                                                                                                                               José Maria Mendes

 

   

   Mouros / Árabes

      Quando falamos do passado de Figueiró, que remonta a mais de 700 anos, temos de
imaginar esta área que agora ocupa como sendo o lugar de umas quintas e meia dúzia de
moradores.
      A nossa história liga-se profundamente com o passado de Linhares, os lusitanos seriam os primeiros a ocupar esta região, posteriormente foi ocupada e desenvolvida pelos romanos, como comprova a calçada romana que liga o lugar da Ribeira a Linhares.

      Mais tarde, foram os árabes a povoar estas terras e várias vezes reconquistadas pelos reis cristãos das Astúrias e Leão para novamente ser retomadas pelos muçulmanos.
      Finalmente, no reinado de D. Afonso Henriques, passariam a fazer parte do reino português, em 1169 no foral dado a Linhares e em que era determinado o povoamento e regalias dos moradores, vê-se que parte das terras do Figueiró de hoje, faziam parte de Linhares, que segundo o foral confinava com terras de Folgosinho.

      No entanto, existem indícios da presença muçulmana nesta região, tais como termos de origem árabe que se encontram na nossa linguagem, há cerca de 600 palavras na língua portuguesa, que tiveram origem árabe, geralmente as palavras começam por AL, sendo por vezes o L assimilado pela consoante seguinte (azeitona = al+ceitun).
      Exemplos de palavras portuguesas de origem moura:
                   Algarve, azeite, arroz, algarismo, limão, açude, azeitona, alfinete,                    almofada, almoxarife, javali, arsenal, alcachofra, tapete, alface,                    alfaiate, laranja, açúcar, almirante, abóbora, alicerce, alicate,
                   azulejo, alfandega, acepipe, refém, aldeia, Ferreira, oxalá,
                   almocreve, algodão, alferes, arrabalde, Alcântara, açucena;

      Outros vestígios, encontram-se em técnicas que se continuam a usar nos
dias de hoje, pois os árabes, vindos do deserto onde não havia água, dominavam as técnicas de a captar, elevar e distribuir.
      Assim os povos ibéricos, aprenderam essas técnicas, passando a dispôr mais fácilmente de água para consumo doméstico, para mover moinhos, regar terrenos e jardins. Introduziram, também novas plantas, que ainda hoje vemos nos nossos campos, entre elas a figueira (Figueiró significará figueira pequena), e desenvolveram o cultivo da oliveira.

      O nome dado a uma formação rochosa existente na aldeia, de Penedos dos Mouros, poderá evocar a sua passagem por esta região. Diz a lenda que por lá, andarão mouras encantadas e tesouros escondidos.

Invenções árabes para captar e distribuir água

Mouros em batalha

     Judaísmo

      Outrora a região da serra da Estrela foi um local eleito pelos judeus para se fixarem. A sua presença em território português, remonta ao tempo dos romanos, mas poderá ter sido anteriormente. Não é descabido dizer que em Figueiró existiam judeus, visto que é uma certeza eles se terem fixado em Melo, Folgosinho, Linhares, Gouveia, Celorico, Trancoso e Belmonte, quer dizer, um pouco por toda esta região serrana.Destacamos Belmonte, aonde ainda existe uma das mais organizadas comunidades judaicas na Europa, com a sua sinagoga e cemitério judeu. Os seus nomes de origem judaica, tal como sinagogas e outros símbolos da sua religião, foram destruídos nos tempos da inquisição, ficando pouco ou nada que demonstrasse a sua presença em determinados lugares. Aqueles que se convertiam e baptizavam, para fugir à perseguição que lhes era movida, começaram a usar nomes de origem portuguesa, não se distinguindo desta maneira dos outros habitantes cristãos, passando a ser chamados cristãos-novos.
      O uso da palavra marrano, que se ouvia muito por esta região, poderá significar que haveria cristãos-novos na freguesia. Marrano era aquele que se convertia, mas continuava na clandestinidade a professar a sua fé.

      Como se vê, Figueiró poderá ter uma história muito mais interessante, mas o facto de mudar de comarcas e neste processo muitos documentos terem desaparecido, torna difícil a pesquisa a quem quer aprofundar os seus conhecimentos sobre a freguesia

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