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HISTORIA
Cerca do ano de 1099, alguns mercadores de Amalfi fundaram em
Jerusalém, sob a regra de S. Bento e com a designação de Santa
Maria Latina, uma casa religiosa para recolha de peregrinos.
Anos mais tarde construíram junto dela um hospital que recebeu,
de Godofredo de Bulhão, doações que lhe asseguraram a
existência, desligou-se da Igreja de Santa Maria e em 1113, o
Papa nomeou-a congregação, sob o título de S. João dando-lhe
regra própria.
Em 1120 Raymundo de Puy, foi nomeado
grão-mestre, acrescentando ao cuidado com os peregrinos, o
serviço militar.
A partir de 1530, estabeleceu-se na Ilha de Malta, designando-se
por isso de Ordem de Malta.
PRESENÇA EM PORTUGAL:
A sua existência em Portugal remonta
ao período final do governo de D. Teresa.
Esta teria concedido, por alturas do ano
1122, aos freires desta ordem o mosteiro
de Leça do Balio, sua primeira casa
capitular.
O testamento de D. Afonso Henriques, em 1179
atesta a importância que esta Ordem já
então teria:
(...) Eu, Afonso, rei dos Portugueses,
considerando a minha morte e o dia do severo juízo, quando cada
um será retribuído segundo as suas boas ou más acções (...),
tendo ponderado diligentemente, decidi dispor de certa parte da
minha fortuna, isto é, de 22000 maravedis que tenho depositados
no Mosteiro de Santa Cruz e reparti-los em benefício da minha
alma depois da minha morte da forma seguinte: primeiramente, a
Ordem do Hospital de Jerusalém, 8000 mosmodis e 400 marcos de
prata menos 24, pelo que damos 162 maravedis e 6000 maravedis
maiores.(...) Ao hospital novo de Guimarães, ao de Santarém e ao
de Lisboa, 260 maravedis. (...)

De notar que um marco de ouro (229.4 g)
correspondia a quinze maravedis. Nesta altura, a palavra
hospital tinha sentido diferente do actual; era abrigo para
viajantes, peregrinos, um albergue que seria o antepassado da
estalagem. O rei D. Sancho II em 1232 doou-lhe largos domínios
de terra, entre elas as terras de Crato, onde os freires
fundaram uma casa
que se tornou célebre.O superior português da
Ordem dos Hospitalários era designado pelo nome de prior do
Hospital, e a partir de D. Afonso IV por prior do Crato. Não
consta que por esse tempo tivessem os Cavaleiros do Hospital
mosteiro de freiras, embora tivessem fratisas que usavam hábito
e viviam em suas casas. O primeiro mosteiro de freiras
hospitalário foi fundado em Évora, em 1519, por Isabel
Fernandes, e mais tarde transferido para Estremoz pelo Infante
D. Luís, quando este foi prior do Crato, ele era filho de D.
Manuel I.
Desde que foram expulsos da sua sede na Ilha
de Malta em 1700 por Napoleão, tiveram de se contentar com uma
pequena propriedade perto do Vaticano em Roma. Nos últimos
séculos, diz-se que eles trabalhavam para os serviços de
espionagem do Vaticano.
Recentemente recuperaram o seu Castelo de
Valletta na ilha de Malta, mas o maltês já não os aceita como
senhores.
Os membros desta Ordem são geralmente
escolhidos entre os médicos, homens de ciência ou com tendências
para o sacerdócio. Aparecem em público normalmente muito bem
vestidos, acreditando em padrões altos de limpeza e higiene.
São dedicados a obras beneficentes,
especialmente no auxílio pelo mundo inteiro em serviços de ajuda
a desastres.
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