O VELHO
HOSPITAL RENASCE TODO MODERNO E REJUVENECIDO
Magnifica
obra que a ABPG construiu nas instalações do
extinto hospital de Gouveia. Esta obra vem
complementar o Centro de Saúde.
Com o novo nome de Unidade de Cuidados
Continuados Integrados, serve os utentes
enviados pelo Centro de Saúde.
Tem 43 camas para internamentos, 13 de longa
duração e 30 de média duração e para
reabilitação, mais tarde vai ter adicionados
quartos privados. Nas estadias a médio
e longo prazo os custos dos doentes são
comparticipados em parte pela Segurança Social e
pelo Minsterio da Saúde,
pagando o doente uma percentagem mediante o seu
rendimento, o que pode chegar a 23.00 euros por
dia. O custo desta obra foi de 2.800.00 euros,
um pouco menos do que o previsto de inicio, o
que é pouco normal acontecer nestes tempos, e o
tempo de reconstrução foi de 17 meses, quase
impensável.
Como se pode ver nas fotos está uma obra de luxo,
ficando ligada á já existente Clinica de
Medicina e Reabilitação (tem ligação pelo
interior). Não foi ainda aberta oficialmente,
porque ainda não está licenciada, mas foi aberta
ao público
que assim teve oportunidade de visitar na
totalidade esta obra, o que pode não
acontecer depois de estar a funcionar. Agradece-se
à ABPG e especialmente ao Sr. Dr. Luis
Carrilho a publicação
destas fotos.
"OS ULTIMOS
MOINHOS" e os IDOSOS:
Fotos
do filme "Os últimos moínhos" que foi
apresentado aos idosos de todas as instituições
de Gouveia no dia 6-4-2010. Esta apresentação
faz parte do que se vem oferecendo aos idosos já
alguns anos, como acontece com o dia do idoso ou
o dia dos avós, etc. Esta foi mais uma
oportunidade de divulgar o Documentario e espera-se
que dentro em breve seja exibido ao público
em geral nesta mesma sala de cinema.
CRIANÇA
DESAPARECIDA - Divulgação
de Foto:

FEIRA DE
ARTESANATO EM GOUVEIA - 2010
JOGO DE
FUTEBOL - GOUVEIA - PINHEL
Gouveia 2
- Pinhel 1
CÃMARA
DE GOUVEIA ASSALTADA - Fonte: DãoTV
O
edificio da Câmara Municipal de Gouveia, foi
esta madrugada assaltado (29 para 30 Out). Ao
que conseguimos apurar os assaltantes entraram
por uma pequena janela que dá acesso à
Conservatória do Registo Civil e depois já no
interior e no atrio do Edificio facilmente
tiveram acesso ao interior da Câmara. Fonte do
Gabinete de Álvaro Amaro, disse à DãoTV, que os
assaltantes, "apenas remexeram gavetas das
secretárias e revirando também papelada". A
mesma fonte disse ainda que a Autarquia espera
pelo relatório final das Autoridades, sendo que
o objectivo era sem duvida o cofre que estava na
tesouraria.
Jornais
Nacionais avançam com cofre arrombado
Alguns Jornais
Nacionais, nas suas edições online, davam conta
que o cofre da tesouraria se encontrava
arrombado, no entanto a DãoTV, não confirma o
arrombamento.
TEMPOS DIFÍCEIS
- Texto de José Maria Mendes
A realidade de hoje, consubstanciada numa crise económica e social de
invulgar profundidade, propicia uma análise prática, digamos uma
constatação real das críticas dos opositores ao regime capitalista
selvagem que, indiscutivelmente, está na origem deste caos. Um
capitalismo que tão depressa apresenta uma conjuntura de grande
opulência como, de seguida, sem que nada o faça prever, se submerge num
pantanal, se desmorona como se de um simples baralho de cartas se
tratasse.
Foi assim em 1929,
quando a um período de grande desenvolvimento sucedeu uma depressão que
abalou o mundo. Cerca de oitenta anos depois, o ciclo renova-se. A
partir do momento em que os americanos se confrontaram com a
impossibilidade de cumprir os compromissos assumidos na aquisição das
suas casas, fortemente facilitada pela concessão selvagem de crédito
pelos bancos, numa procura desmesurada de lucros a qualquer preço, o
caminho encontrava-se aberto à degradação económica.
Que razões
estruturais podem, de alguma forma, ajudar a compreender este fenómeno?
Logo na sua infância,
o grande capital estabeleceu uma ortodoxia própria, baseada simplesmente
no lucro, colocando de parte, com raras excepções, qualquer preocupação
social. Escolheu a via de uma intensa concentração de modo a controlar
os custos da produção. Desse jeito, surgiram os poderosos grupos de
empresas conseguidos, particularmente, através de fusões ou da formação
de carteis, os quais criaram os grandes monopólios que repartiram entre
si os mercados mundiais, dando origem a um novo colonialismo, a uma
diferente figura de totalitarismo. Na sequência, foi imposta aos países
mais pobres uma produção completamente alheia aos interesses das
populações locais, asfixiando os seus métodos tradicionais que, embora
menos desenvolvidos, contribuiriam, por certo, em grande escala, para o
amenizar dos seus problemas. O resultado foi o que se viu!
O sociólogo francês
Jean Baudrillard faz uma interpretação real do mundo contemporâneo que
gira em torno de uma sociedade de consumo organizada não a partir da
produção mas antes a partir do consumo, uma espécie de sociedade do
desperdício. Nesta sociedade, permanentemente aliciada para o consumo
fácil, o crédito desempenha um papel essencial, um crédito que conduz ao
endividamento das famílias para além das suas reais possibilidades, por
vezes sem disso se aperceberem, adquirindo o que não querem em
detrimento do que precisam.
O poder económico que, na realidade, concentra em si também o poder
político e social, conseguiu até, como observa Boaventura de Sousa
Santos, a industrialização da ciência, passando a deter o principal
papel na definição das suas prioridades.
Aqui, têm muitas Universidades uma boa quota parte de responsabilidade
pelo incentivo dado aos cursos que melhor se integram na estrutura
capitalista. A deslocalização das indústrias, outro fenómeno recorrente
dos nossos dias, insere-se no mesmo contexto. No momento em que o lucro
se esvazia, busca-se uma localização mais favorável, geralmente num país
periférico, sem regras laborais e, por conseguinte, mais propício à
exploração de uma mão de obra a quem, por norma, são atribuídos salários
de sobrevivência ou menos do que isso.
O grande problema é que este capitalismo se mostrou incapaz de sustentar
um sistema financeiro corroído pela obsessão do lucro e por um conjunto
de falsários de que Madoff é o líder paradigmático. Daí a conturbação
que atinge toda a humanidade, a angústia que acomete, diariamente,
milhões de seres que, de um momento para o outro, vêem a suas vidas
feitas em nada.
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